Os militantes das Casas racionalistas cristãs, como fiéis instrumentos das Forças Superiores, verdadeiros “espelhos” da Luz Astral Superior. Por Pedro Pesce

Esta coletânea de artigos que denominamos “Esteios do Bem”, é fruto da ideia em pesquisar e construir artigos a 4 ou mais mãos, idealizado por José Gonzalo, entre companheiros estudiosos da Doutrina Racionalista Cristã.
Assim, os artigos floresceram dentro da espontaneidade entre seres de boa vontade, dispostos a crescer espiritualmente e registrar suas pesquisas.

Pensar ou Adorar - Você decide!

"Ninguém veio a este mundo para ser preguiçoso, nem para viver navegando num mar de rosas. Todos vêm para lutar, e é o próprio espírito que escolhe a luta."  Maria Thomazia

A história universal da humanidade está recheada de episódios em que o desejo de impor-se perante aos outros suplantou a necessidade de progresso, seja material, seja espiritual. O progresso material se resolvia com a "incorporação" dos haveres dos povos dominados ao patrimônio dos dominadores. Espiritualmente, o ser humano sempre desejou impor seus valores e crenças aos demais e, para tanto, lançou-se à luta armada, visando a dominação de outros povos, usurpando o poder existente e impondo os seus hábitos e costumes, ao invés de dedicarem-se à pesquisa e à melhoria do seu próprio grupo social.

A violência dos crimes de povos contra outros povos é incontável. Reis e líderes de bandos egocêntricos e sequiosos de poder conquistaram e destruíram povos e culturas. Assim, cada grupo étnico possui seus medos e pânicos; da humilhação, da fome, da miséria, da guerra, da escravidão, da morte e principalmente do medo das intempéries, supostamente associado ao castigo de supostos deuses. Assim desenvolveram hábitos não padronizados de pedir ajuda, sempre com a associação de "salvação" do sofrimento, que não os levasse a morrer de fome, ou que os conduzisse da miséria à fortuna e ao poder.

Tornou-se hábito pedir e negociar "favores" com "divindades" para si próprio, proliferando até o ponto em que os mais “maliciosos” tornaram-se charlatães, descobriram ser um grande negócio fundar religiões, incentivar a mistificação e cultuar a adoração. O folclore popular adota "supostas divindades", símbolos pessoais, e reveste-se de magia, valendo-se do imaginário de cada povo, variando de acordo com seus sofrimentos e características pessoais. As imagens de madeira ou pedra trabalhada e até de ouro foram introduzidas entre os séculos III e VI, que perduram para adoração até os dias atuais.

Da Solidariedade Individual à Fraternidade Universal

A solidariedade pode ser entendida como um auxílio mútuo. Atitude de ligação recíproca de apoio entre pessoas, proteção e cuidado com alguém.

A grandeza da solidariedade ainda está longe de podermos mensurar. Associamos solidariedade a uma atitude que se faz em favor de alguém que está numa situação emergencial, carente de recursos ou em fragilidade emocional. Deixa-nos a nítida impressão de haver uma parte dependente, que não pode nada, impotente e que requer ajuda.

O ser que é solidário ajuda sem preconceitos, está pronto para enfrentar qualquer dificuldade, não enxerga obstáculos.

Há momentos na história da grei humana, que a solidariedade corre em direção das partes desprotegidas. Tudo fica ao avesso diante das calamidades dos desastres naturais, tais como; a passagem de um furacão, uma grande nevasca, a desordem de um terremoto, maremoto, tsunami, a permanência dos resíduos de uma guerra civil, ou o desespero causado pelo surto de uma enfermidade contagiosa.

O
abalo que toma a todos, depois de uma catástrofe, conduz o homem a pensar em si, sentindo-se como protagonista do evento calamitoso, levando-o a conscientizar-se da ajuda.

A família tradicional jamais poderá desaparecer

Elevando o conceito de família ao mais alto grau, a humanidade representa uma família universal, constituída por criaturas humanas em eterna evolução, sendo representada por um domínio onde prevalece a diferença, contudo, é através dessa diferença que a evolução é processada e é nesse domínio que nós seres humanos devemos exercitar as virtudes do afeto, da tolerância, da lealdade e da comunhão de sentimentos.

Restringindo a família universal à partícula elementar, temos a família nuclear, constituída pelos elos familiares e iniciais: pai, mãe e filhos ou família extensa, quando inclui a restante família materna e paterna.

Alguns historiadores e investigadores provaram que o conceito de família é longínquo e começou por viver num estado “selvagem” até ao estado de “civilização”.

Atento que, ainda hoje este estado de “selvagem” permanece, em algumas sociedades primitivas, não deixando no entanto de se cumprir alguns requisitos naturais e de ter por designação fundamental a unidade básica formada por indivíduos com ancestrais comuns ou ligados por laços afetivos. E por meio da evolução ao longo dos tempos que este modelo de progressão natural e necessário à humanidade sofreu a mudança, no sentido de adaptação às circunstâncias sociais.

Luiz Alves Thomaz

Esta pintura é datada de 1937, e está
localizada no 1º. andar do Hospital
Beneficência Portuguesa de Santos,
onde 
foi sócio-benemérito.
Espíritos da grandeza como Luiz Alves Thomaz vem de seu mundo de luz ao planeta Terra, conscientes da batalha que vão enfrentar. 

Sua luta foi o maior exemplo a todos em viver paralelamente as duas vidas; a material e a espiritual.

Nasceu em 04 de agosto de 1871, na Freguesia de Moita, no Concelho de Pedrógão Grande, Distrito de Leiria – Portugal, filho de Luis Alves Tomaz e a Senhora Maria Diniz, com apenas 15 anos imigrou ao Brasil, desembarcando na Cidade de Santos no dia 28 de maio de 1887.

Associou-se ao seu irmão Manoel Alvez Thomaz em 1888, e prosperou no negócio de secos e molhados, e manteve essa sociedade até 1908.

O receio em adoecer

Qualquer ser humano carrega consigo o desagradável incomodo em ficar doente, ou vítima de algum acidente que possa causar lesões irreversíveis, portanto sujeito a períodos de convalescença, assim, cabe a cada um entender que todos são vulneráveis, esse é o lado frágil do ser humano.

Pensar é atrair e muitas enfermidades e acidentes têm origem em nossas mentes (mente sã, corpo são).

O corpo humano é uma máquina e para tanto deve ser saneada, e lubrificada, para estar em condições de suportar o peso das tarefas diárias e as intempéries a que todos estão sujeitos. Mas também, o corpo precisa ser tratado e poupado, para levar adiante a luta diária de cada ser, portanto útil a si próprio e ao todo, no mais longo período possível de vida física.

É sabido que a matéria é finita e sofre o desgaste corrosivo do tempo, portanto, nenhum corpo físico é eterno, assim, recomenda-se observar os pequenos sinais, sintomas de alertas que o corpo nos emite.