"Ninguém veio a este mundo para ser preguiçoso, nem para viver navegando num mar de rosas. Todos vêm para lutar, e é o próprio espírito que escolhe a luta." Maria Thomazia
A história universal da humanidade está recheada de episódios em que o desejo de impor-se perante aos outros suplantou a necessidade de progresso, seja material, seja espiritual. O progresso material se resolvia com a "incorporação" dos haveres dos povos dominados ao patrimônio dos dominadores. Espiritualmente, o ser humano sempre desejou impor seus valores e crenças aos demais e, para tanto, lançou-se à luta armada, visando a dominação de outros povos, usurpando o poder existente e impondo os seus hábitos e costumes, ao invés de dedicarem-se à pesquisa e à melhoria do seu próprio grupo social.
A violência dos crimes de povos contra outros povos é incontável. Reis e líderes de bandos egocêntricos e sequiosos de poder conquistaram e destruíram povos e culturas. Assim, cada grupo étnico possui seus medos e pânicos; da humilhação, da fome, da miséria, da guerra, da escravidão, da morte e principalmente do medo das intempéries, supostamente associado ao castigo de supostos deuses. Assim desenvolveram hábitos não padronizados de pedir ajuda, sempre com a associação de "salvação" do sofrimento, que não os levasse a morrer de fome, ou que os conduzisse da miséria à fortuna e ao poder.
Tornou-se hábito pedir e negociar "favores" com "divindades" para si próprio, proliferando até o ponto em que os mais “maliciosos” tornaram-se charlatães, descobriram ser um grande negócio fundar religiões, incentivar a mistificação e cultuar a adoração. O folclore popular adota "supostas divindades", símbolos pessoais, e reveste-se de magia, valendo-se do imaginário de cada povo, variando de acordo com seus sofrimentos e características pessoais. As imagens de madeira ou pedra trabalhada e até de ouro foram introduzidas entre os séculos III e VI, que perduram para adoração até os dias atuais.





